Complexo de Édipo - 67ª referência

Freud, Sigmund (1996mm). Sexualidade feminina. In Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud vol. XXI. Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1931).

A citação encontra-se em “Sexualidade feminina” (1931), capítulo I, página 239. Na presente citação, Freud empreende a discussão sobre a diferença entre o complexo de édipo no menino e na menina. Enquanto o complexo de édipo masculino foi demasiadamente abordado ao longo de sua obra, por ser mais simples de abordar, na menina, o desdobramento do édipo ainda é motivo de investigação e reflexão.

Durante a fase do complexo de Édipo normal, encontramos a criança ternamente ligada ao genitor do sexo oposto, ao passo que seu relacionamento com o do seu próprio sexo é predominantemente hostil. No caso do menino, isso não é difícil de explicar. Seu primeiro objeto amoroso foi a mãe. Continua sendo, e, com a intensificação de seus desejos eróticos e sua compreensão interna mais profunda das relações entre o pai e a mãe, o primeiro está fadado a se tornar seu rival. Com a menina, é diferente. Também seu primeiro objeto foi a mãe. Como encontra o caminho para o pai? Como, quando e por que se desliga da mãe? Há muito tempo compreendemos que o desenvolvimento da sexualidade feminina é complicado pelo fato de a menina ter a tarefa de abandonar o que originalmente constituiu sua principal zona genital - o clitóris - em favor de outra, nova, a vagina. Agora, no entanto, parece-nos que existe uma segunda alteração da mesma espécie, que não é menos característica e importante para o desenvolvimento da mulher: a troca de seu objeto original - a mãe - pelo pai. A maneira pela qual essas duas tarefas estão mutuamente vinculadas ainda não nos é clara (Freud, 1996mm, p.239).

Complexo de Édipo

29/10/2025 00:00