Complexo de Édipo - 53ª referência

Freud, Sigmund (1996gg). Um estudo autobiográfico. In Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud vol. XX. Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1925[1924]). 

A citação encontra-se em “Um estudo autobiográfico” (1925 [1924]) no capítulo III, páginas 41-42. Nela Freud discorre sobre o desenvolvimento do complexo de Édipo, ressaltando que a primeira escolha objetal do sujeito é sempre incestuosa e referida à mãe.

O processo de chegar a um objeto, que desempenha papel tão importante na vida mental, ocorre juntamente com a organização da libido. Após a fase do auto-erotismo, o primeiro objeto de amor no caso de ambos os sexos é a mãe, afigurando-se provável que, de início, uma criança não distingue o órgão de nutrição da mãe do seu próprio corpo. Depois, mas ainda nos primeiros anos da infância, a relação conhecida como complexo de Édipo se torna estabelecida: os meninos concentram seus desejos sexuais na mãe e desenvolvem impulsos hostis contra o pai, como sendo rival, enquanto adotam atitude análoga. Todas as diferentes variações e conseqüências do complexo de Édipo são importantes, e a constituição inatamente bissexual dos seres humanos faz-se sentir e aumenta o número de tendências simultaneamente ativas.

[...] Na puberdade, os impulsos e as relações de objeto dos primeiros anos de uma criança se tornam reanimados e entre eles os laços emocionais do seu complexo de Édipo. Na vida sexual da puberdade, verifica-se uma luta entre os anseios dos primeiros anos e as inibições do período de latência (Freud, 1996gg, p. 41-42).

Complexo de Édipo

29/10/2025 00:00