Freud, Sigmund (1996j). Totem e Tabu. In Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud vol. XIII. Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1913).
A citação encontra-se em “Totem e tabu” (1913) no capítulo IV, intitulado “O retorno do totemismo na infância”, parte (3), página 141. É comum que povos nos quais o sistema totêmico ainda vigore descrevam o seu totem como ancestral comum e pai primevo. Freud toma essa expressão literalmente e a utiliza como ponto de partida, substituindo o animal totêmico pelo pai, como é possível notar na passagem a seguir:
[...] se o animal totêmico é o pai, então as duas principais ordenanças do totemismo, as duas proibições de tabu que constituem seu âmago – não matar o totem e não ter relações sexuais com os dois crimes de Édipo, que matou o pai e casou com a mãe, assim como os dois desejos primários das crianças, cuja repressão insuficiente ou redespertar formam talvez o núcleo de todas as psiconeuroses. Se essa equação for algo mais do que um enganador truque de sorte, deverá capacitar-nos a lançar luz sobre a origem do totemismo num passado inconcebivelmente remoto. Em outras palavras, nos permitirá provar que o sistema totêmico – como a fobia de animal do pequeno Hans e a perversão galinácea do pequeno Árpád – é um produto das condições em jogo no complexo de Édipo [...] (Freud, 1996j, p. 141).
Complexo de Édipo
29/10/2025 00:00